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Cockpit Automóvel - Conteúdos Auto


Quinta-feira, 23.06.11

ENSAIO: Nissan Juke 1.5 dCi/110 cv

No aspecto assemelha-se a um pequeno todo o terreno. Tem uma aparência irreverente, uns faróis altos e desafiadores e até uma imagem vagamente máscula na assertividade das linhas que lhe vincam as cavas das rodas. Um cocktail bem servido para alguns, capaz de arrebatar corações que não se condicionem por questões de espaço e apreciem o moderno, o diferente e o ousado. Mas não é, de todo, um todo o terreno. Também não é um carro familiar. Exactamente porque o Juke não pretende pertencer a nenhum padrão previamente categorizado. Este texto complementa o ensaio anterior efectuado à versão 1.6 a gasolina (ver AQUI).

O Juke ambiciona ser algo de novo. Mais pela forma do que pelo conceito em si. Nisso assume-se como um misto de pequeno “SUV” ou “Crossover” urbano. É um carro cujas dimensões compactas favorecem o poder de manobra e com uma posição de condução alta que facilita a visibilidade. Não menos importante, alguma robustez (e 18 cm de altura ao solo) do chassis, ajudam-no a enfrentar melhor as agruras de certos obstáculos urbanos. Como, por exemplo, as crateras que habitualmente povoam as estradas portuguesas após alguns dias de chuva.


Interior tecnológico


Na verdade ele desperta atenções por onde passa. Ou mesmo cobiça. Garantidamente. Possui formas diferentes, fortemente personalizadas e um desenho da grelha que lhe dá um ar alegre. Eixos colocadas nos extremos da carroçaria e vincos laterais acentuam-lhe ainda mais as cavas das rodas, contribuindo também para disfarçar a presença de portas traseiras, já de si discretas devido à forma do manípulo que as abre.
Com formas ousadas, o interior contém algumas características capazes de satisfazerem plenamente quem não tem que dar grande uso ao banco traseiro ou dispensa maior capacidade da mala. Sobretudo para aqueles que apreciam a novidade, o design e a diversidade tecnológica. Como a própria Nissan o anuncia, parte da estrutura e dos comandos pretendem fazer lembrar uma moto, reforçando com isso um lado mais desportivo do Juke.
A verdade é que, tal como por é por fora, o habitáculo do Nissan Juke é um exercício de estilo e sedução; envolvente, colorido e luminoso, contempla fichas USB e jack de 3,5 mm para a ligação dos habituais “gadgets” tecnológicos. Aos que gostam de ir controlando e variando o andamento, algumas versões permitem mesmo fazê-lo através de um sistema de controlo dinâmico. Com 3 modos de condução – eco, normal e sport – torna-se possível fazer variar a resposta à aceleração, diminuindo os consumos ou aumentando as capacidades dinâmicas do motor. Gráficos coloridos, projectados num pequeno ecrã, permitem acompanhar todo o processo (saber mais no final).


Motor competente


Apesar do Juke não ser um carro para gente muito alta, aquilo que condiciona mais uma melhor posição de condução é a ausência de regulação em profundidade do volante. Porque os bancos dianteiros até proporcionam apoio e a altura a que se encontram permite uma visibilidade boa em andamento.
Já em manobra é sobretudo necessária uma certa habituação aos limites, curiosamente os dianteiros; a posição elevada dos faróis, salientes do capot, levam o condutor a crer estar mais perto de um obstáculo do que efectivamente se encontra.
Quanto à motorização cumpre globalmente o que lhe é pedido. Não se evidencia demasiado em termos de ruído e mostra-se capaz de assegurar uma condução tranquila e económica em cidade. Fora dela, beneficiando do pouco peso do Juke e de uma carroçaria que procura atenua a maior resistência aerodinâmica, fornece-lhe uma agilidade que, em certos momentos, até pode considerar-se desportiva. Embora à custa de um maior conforto dos ocupantes.


Estilo vs habitabilidade


O Juke não é um carro de perfeições. É um objecto de estilo e de sedução. Por isso se deve entender que, apesar de exteriormente apresentar mais de 4 metros de cumprimento, nem a habitabilidade traseira, nem a capacidade da mala (cerca de 250 litros, mais alguma coisa sob o piso) constituam referência.
Jovem e tecnologicamente muito dotado, o Juke assegura a possibilidade de personalização com algum equipamento capaz de “encher o olho” mas que, passada a novidade, muito provavelmente deixará de ter grande uso para a maioria dos seus proprietários. Refiro-me muito concretamente ao sistema de controlo dinâmico que, ainda por cima, obriga o condutor a ter que optar entre ter disponível as informações sobre o motor ou os comandos do dispositivo de climatização. Além de mais, o painel informativo situa-se numa posição baixa, o que poderá levar a retirar os olhos da estrada mais tempo do que o recomendável.
Neste pequeno ecrã que, como se afirmou, reparte informações e comandos com o sistema de climatização, projectam-se instruções e avisos que permitem optar entre uma condução mais tranquila e poupada (modo eco), ou mais desportiva. Isso é conseguido fazendo variar parâmetros mecânicos como a resposta do motor, o seu regime de trabalho ou a pressão do turbo, mas também gerindo outros gastos de energia como o ar condicionado ou a direcção assistida.
Para melhor entender o seu funcionamento segue-se um texto acessório, baseado no “press release” do próprio departamento de comunicação da marca.



Dados mais importantes
Preços desde21650 euros (Visia) *
Motores
1461 cc, 110 cv às 4000 rpm, 240 Nm às 1750, common rail, 8V, turbo com geometria variável
Prestações
175 km/h, 11,2 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
6,1 / 4,5 / 5,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)134 gr/km
(*) Não inclui despesas administrativas e de transporte


Desempenho comandado



Um sistema de controlo inovador permite ao condutor escolher a forma como o automóvel se comporta na estrada, fornecendo ao condutor total controlo sobre as definições dinâmicas do automóvel ou adequando-as às condições da estrada, ao tempo ou ao ambiente no momento.
O Sistema Nissan de Controlo Dinâmico (NDCS) é um avançado comando central do condutor e um sistema de informação do Juke que permite alterar as definições da dinâmica do automóvel, assim como ajustar funções mais óbvias, como o controlo de climatização.
Programado para funcionar em oito idiomas diferentes – português, inglês, francês, alemão, italiano, espanhol, russo e holandês – o ecrã digital, montado centralmente, altera a visualização, cor e funções, dependendo do modo em que está a funcionar.
No modo climático, por exemplo, o visor apresenta a definição da temperatura interior, enquanto os "botões" apresentam as opções de fluxo de ar. No entanto, no Modo D, é alternada a funcionalidade desses "botões", permitindo ao condutor escolher entre os modos Normal, Desportivo ou Eco.
Dependendo do motor, cada definição altera os mapas de aceleração, a programação da CVT, o “peso” da direcção e até o desempenho do ar condicionado, de forma a adequarem-se às condições e propósitos do condutor. Na definição "Sport" do Modo D, por exemplo, o mapa de aceleração é afinado para fornecer rotações do motor mais elevadas e uma resposta mais rápida. Já na definição "Eco", as rotações no motor são reduzidas para um progresso mais suave. Na versão M-CVT (caixa automática) a definição Desportiva introduz até uma subida de velocidade "rítmica" automática que simula as passagens de uma caixa manual na linha vermelha das rotações.
O esforço na direcção no modo desportivo é mais firme e responde mais depressa, enquanto no modo "Normal" é mais leve e linear. Na definição Eco, a quantidade de ar frio a circular no habitáculo é optimizada para reduzir o consumo energético do sistema.
As definições do automóvel, tal como a sensibilidade dos faróis automáticos e fecho automático das portas, podem também ser ajustadas através do sistema. Informa ainda sobre a velocidade média, eficiência do combustível, tempo de viagem, binário do motor e pressão do turbo, assim como o histórico de consumo de combustível diário.
Por fim, o sistema incorpora também um indicador de Força G.


Mais modelos Nissan analisados:

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Terça-feira, 07.06.11

ENSAIO: Nissan Micra 1.2/80 cv

Devo confessar que a minha empatia com este carro foi quase imediata. Abri-lhe a porta sem chave, sentei-me ao seu volante, carreguei no botão que liga a ignição e arranquei. O motor respondeu num ápice, mostrando o escalonamento curto das relações iniciais da caixa de cinco velocidades. Os pneus já aquecidos pelo sol chiaram na primeira curva, em protesto contra a minha impetuosidade. Depois passámos assim os dias: eu a tentar desencaminhá-lo, ele a mostrar-se sempre bem comportado. No final, nenhum dos dois conseguiu levar a melhor sobre o outro.

A tendência da procura é sempre para cores mais sóbrias,
mas o Micra evidencia-se e torna-se muito mais alegre
em tons de carroçaria mais vivos
Quando se espreita o novo Nissan Micra pela primeira vez, pode não se ficar muito impressionado com o seu interior. Não apenas devido à profusão de plástico, mas também por continuar a não ser aquele que oferece mais espaço. Nomeadamente nos lugares traseiros ou na mala, apesar desta ter crescido até aos 265 litros.
Além disso, apesar de esta nova geração apresentar linhas mais discretas, ainda assim, elas continuam a não gerar consenso amplo e imediato.
Mas após muitos anos a ensaiar carros, já não causa grande surpresa descobrir que as melhores sensações são as provocadas pelos que, à partida, não geraram qualquer expectativa especial. E é exactamente por causa desse inesperado, que a descrição inicial corresponde fielmente à primeira impressão que tive da nova geração daquele que foi, em 1993, o primeiro automóvel japonês a vencer o troféu “Carro do Ano” na Europa.


Muito mais equipamento


Dificilmente há carros perfeitos ou sequer capazes de agradarem a toda a gente. Ainda por cima num segmento como este, dos utilitários, em que se procura sempre mais por menos dinheiro.
Por isso, um dos primeiros factores de atracção é o design. Ele tem que ser capaz de cativar, mas também de se diferenciar dos demais. Ora se neste último aspecto o Micra sempre o conseguiu nas duas gerações anteriores, já no capitulo de agradar a gostos mais conservadores... não foi bem assim.
Agora ficou mais consensual, é bem verdade, apesar de aqui e ali resvalar, felizmente, para a irreverência. Tem o privilégio de estrear uma nova plataforma da Aliança Renault/Nissan que servirá também ao futuro Clio.
Na realidade, quem aprecia o “design” vai facilmente continuar a deixar-se seduzir pela irreverência das formas e do jogo de cores interiores se for o caso. Neste aspecto, a tradição Micra ainda é o que era. A mesma aposta não parece ter sido feita na qualidade dos plásticos, apesar de, por tradição, saber-se que os produtos da Nissan não costumam resvalar no que toca a longevidade ou solidez. Mas quer à vista, quer ao toque, parecem deixar a desejar. Mais ainda quando se escuta o som que provém da tampa do porta-luvas superior a fechar.
Sim. Porque existem dois. Se em matéria de habitabilidade este novo Micra não é dos melhores (nem dos piores) a disponibilizar espaço, já em soluções de aproveitamento para a colocação de pequenos objectos reclama créditos.
Tal como o faz em termos de equipamento disponibilizado, quer de série, quer no lote de opcionais. Quem não dispensa a tecnologia ou o conforto em viagem, pode bem contentar-se plenamente com o lote vasto que o modelo oferece: porta USB, ar condicionado automático, aquecimento dos bancos, sistema de navegação, avançado sistema de som com comandos no volante, botão “start” em vez de chave e abertura sem chave das portas, tejadilho panorâmico, sensores para muita coisa incluindo luz e chuva e por aí em diante...
Há também os itens habituais de segurança, bem como as diversas ajudas à condução. Como é o caso, pasme-se face a dimensões tão reduzidas, de sensores que ajudam a descobrir o melhor lugar para estacionar! Além dos típicos “pi-pis” que servem como alertas de proximidade durante as manobras.


Condução bastante divertida


Mas onde este Micra conseguiu verdadeiramente satisfazer-me foi em matéria de condução. Por causa da envolvência que senti ao integrar-me perfeitamente com um conjunto que proporciona boa visibilidade e noção rápida das extremidades. O que, de certa forma, e passe algum exagero, me fez retornar aos pequenos “minis” que rechearam a adolescência de muitos de nós.
Obviamente que com muito mais segurança, com muito mais precisão e com muito mais conforto. Nos limites do aceitável, sempre que o provoquei os desvios da trajectória foram mínimos, em parte por acção das ajudas electrónicas, noutra parte pelo equilíbrio evidenciado por este chassis.
Mas a impulsividade do comportamento deste pequeno carro, uma irreverência que em rigor não consigo explicar e o seu carácter contagiaram-me. O motor do Micra responde bem a arrancar e, porque o conjunto está mais leve, isso confere-lhe uma extraordinária agilidade em ambiente urbano. Claro que em estrada, a partir de determinadas velocidades e quando tem que enfrentar lombas, evidenciam-se as limitações deste tri-cilíndrico com 80 cavalos.
Sobretudo quando o ar-condicionado está ligado e portanto há que o desligar para obter um ganho extra de energia. É que, a partir da terceira mudança, as relações da caixa alongam-se para não esforçar o motor, para lhe reduzir o ruído e, principalmente, para lhe baixar os consumos. A média final do ensaio, com predominância de cidade, quedou-se em torno dos 7 litros.
Porque a minha vontade foi sempre a de andar a “picá-lo”.



Dados mais importantes
Preços da versão Visiadesde 11 990 a 16 490 euros  (*) 
Motor
1198 cc, 3 cil., 12 V, 80 cv às 6000rpm, 110 Nm às 4000 rpm
Prestações
170 km/h, 13,7 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
5,0 / 4,3 / 6,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)115 gr/km

(*) acrescem despesas de documentação, transporte e 
pintura metalizada (300€)


Ensaios anteriores Nissan:

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Sexta-feira, 06.05.11

Nissan NV200 seleccionado como o “Táxi do Futuro” de Nova Iorque

Aquela que é a cidade com a maior frota de táxis dos Estados Unidos escolheu a Nissan para conceber e fornecer a próxima geração deste popular meio de transporte em terras do Tio Sam.
A Comissão de Táxis da cidade americana elegeu o Nissan NV200 como o táxi exclusivo de Nova Iorque a partir do final de 2013. A atribuição surge após um rigoroso processo de selecção e o caderno de encargos deu prioridade à criação de um veículo com esta finalidade específica mas adaptado para as ruas da cidade.

O táxi Nissan NV200 será produzido na América do Norte e será uma versão modificada do veículo comercial compacto actualmente disponível. O preço total de venda recomendado, com todas as características, é de cerca de 29.000 dólares americanos.
Como parte do programa, a Nissan também irá trabalhar com a cidade de Nova Iorque e os proprietários de táxis num programa piloto para a utilização de veículos eléctricos com emissões zero como táxis. A Nissan fornecerá até seis Nissan LEAF 100% eléctricos aos proprietários de táxis para que estes os testem em 2012, bem como as estações de carregamento que vão suportar a sua utilização.
Algumas características do Nissan NV200 NYT:
Motor a gasolina de 2.0 litros com 4 cilindros, concebido para melhorar o desempenho das emissões e a eficiência do combustível da frota de táxis.
Espaço amplo para quatro passageiros e respectiva bagagem.
Buzina com menor impacto sonoro e ligada a luzes exteriores que indicam quando o veículo está a buzinar
Portas deslizantes com degrau e pegas.
Painel do tejadilho transparente (com pára-sol) para proporcionar vistas únicas da cidade.
Ar condicionado traseiro controlado de forma independente com um filtro de ar especial para melhorar a qualidade do ar do habitáculo.
Tecido dos bancos atractivo, respirável, anti microbiano, ecológico e fácil de limpar, que simula o aspecto e a sensação da pele.
Luzes de leitura superiores para os passageiros e iluminação do piso para ajudar a localizar pertences.
Uma central de carregamento de telemóveis e aparelhos electrónicos para os passageiros, que inclui uma tomada eléctrica de 12 V e duas tomadas USB.
Um banco do condutor ajustável em seis direcções que inclui ajustes lombares e de reclinação, mesmo com uma divisória instalada
Sistemas de telemática e navegação para o condutor de série.
Cortinas insufláveis para os ocupantes dos bancos dianteiro e traseiro, bem como airbags instalados no banco para a fila dianteira
Controlo Dinâmico do Veículo (VDC) e controlo de tracção de série
Portas deslizantes para reduzir o risco de os peões, os ciclistas e outros condutores ficarem presos devido à abertura inesperada das portas, dotadas de luzes que alertam para a abertura das mesmas.

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Quarta-feira, 27.04.11

Nissan atinge recorde de vendas em Portugal

Com 10.140 unidades vendidas e uma quota de mercado de 3,8%, a Nissan foi a marca de volume que mais cresceu entre 01 de Abril de 2010 e 31 de Março de 2010. E fê-lo com um crescimento de dois dígitos, 54,2%, num mercado que cresceu apenas 16,3%.

O último trimestre do Ano Fiscal de 2010 (Janeiro a Março de 2011) registou um crescimento ainda mais impressionante, que permitiu à Nissan colocar-se no final desse período na primeira posição das marcas asiáticas em Portugal. Cumprindo assim um dos grandes objectivos da Nissan a nível europeu: reconquistar uma posição que foi sua durante longos anos.
Em síntese, durante o período de vigência do *Plano Portugal 360º (AF2007 a AF2010) a Nissan subiu de 2,1% para 3,8% de quota de mercado e aumentou em volume de 5.905 unidades para 10.140).
Como corolário de todos estes resultados positivos a nível nacional, a Nissan Ibéria - Portugal foi o distribuidor Nissan na Europa que mais cresceu em quota face ao ano anterior (Quota média na Europa: 3,4%)

Qashqai, Juke, Micra e LEAF brilham

O crossover Qashqai, com 5.547 unidades vendidas no AF2010 e o Juke, com 1.592 vendas em tão só meio ano, espelham o sucesso incontestado da Nissan, apesar de todos os esforços dos principais concorrentes, naquele que é o segmento por si inventado, o dos crossovers.
Seguem-se em volume o Micra (1.096) e o Note (574), dois valores seguros do mercado nacional e que, com o Pixo, consolidam a presença alargada da Nissan no segmento dos citadinos.
Uma nota para o Nissan LEAF, que com 26 unidades vendidas até 31 de Março se posiciona já como líder de vendas no segmento de veículos eléctricos.

(excerto do comunicado de imprensa distribuído pelo departamento de comunicação da Nissan)

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Segunda-feira, 31.01.11

ENSAIO: Nissan Juke 1.6i/120 cv Eco (4x2)

A marca japonesa não pára de surpreender, apresentando versões ousadas e fadadas para o sucesso. A uma estética arrojada mas funcional, ou a uma imagem fortemente personalizada mas apelativa e capaz de despertar paixões, junta-se a tradicional qualidade e fiabilidade dos seus produtos. Este pequeno “animal” urbano que responde pelo nome de Juke é mais um. Mas a oferta promete não ficar por aqui. Ao longo de 2011, a Europa ficará a conhecer mais novidades igualmente arrebatadoras.


Modelo citadino com ares de todo-o-terreno, o Juke impõe linhas exteriores que se destacam, principalmente nas formas dianteiras ao nível do grupo óptico e da grelha.
Com formas compactas (4,13 metros de comprimento por menos de 1,8 de largura contacto com os retrovisores), o Nissan Juke não é um carro espaçoso, nomeadamente ao nível do banco traseiro (pouco largo e acanhado para as pernas), nem de mala, com pouco mais de 250 litros.
Embora, neste último caso, se possa contar com a funcionalidade de um fundo duplo (+ 41 litros) onde se aloja uma caixa impermeável sobre um pneu suplente mais fino.
Já os lugares dianteiros, embora também sem grande desafogo, oferecem o desejado conforto. Garantida está igualmente a funcionalidade dos comandos, maior do que aquela que é oferecida pelos pequenos espaços para a guarda de objectos pessoais. Destaque para o desenho da consola entre os bancos e para a forma alegre e colorida como surgem as informações do ar condicionado.
A altura mais elevada do conjunto — atrever-me-ia a dizer que este carro será bastante do agrado do público feminino —, favorece a visibilidade, além das manobras poderem contar com a ajuda de uma câmara traseira que faz parte da lista de opcionais.



Não tão alto assim...


A maior altura em relação ao solo (cerca de 18 cm) e umas jantes de 16 polegadas permitem-lhe algum à-vontade quando o piso se degrada. Mas é preciso ter presente que, apesar disto e de alguns reforços ou protecções, o Juke não é um todo-o-terreno. Faltam-lhe as ajudas à condução em situações extremas dessa natureza, ao contrário daquelas que o condutor pode contar no que concerne ao andamento em estrada ou a velocidades mais elevadas: auxílio electrónico à travagem e controlo de estabilidade, que fazem parte do equipamento de série de qualquer versão, tal como... os seis airbags para o caso de alguma coisa correr menos bem.

Gasolina ou diesel?


Bom é o desempenho da motorização ensaiada, apesar da caixa de cinco velocidades nem sempre conseguir acompanhar, em rapidez, o que os 120 cv do motor prometem. Embora o interesse da maior parte dos consumidores recaia naturalmente sobre a versão diesel 1.5 dCi com 110 cv, importa ter presente que esta última custa mais 3000 euros. Se considerarmos uma diferença de 20 cêntimos entre o preço dos dois combustíveis, para uma quilometragem média da ordem dos 20000 km/ano, feitas as contas, a versão a gasóleo só se torna rentável a partir do sexto ano! Mesmo dando uma vantagem de 1 litro no consumo médio para a versão diesel, sem considerar que, normalmente, as revisões programadas de um motor a gasóleo tendem a ser mais caras. Em contrapartida, a procura e o valor de retoma são mais elevados do que as versões a gasolina.
Por falar em consumos, o Juke 1.6i anuncia uma média de 6,4 litros, mas a do ensaio ficou exactamente um litro acima. O que não é mau num carro com maior resistência aerodinâmica.
Uma campanha actualmente em vigor oferece condições vantajosas em leasing, além de alargar a garantia para 4 anos e oferecer o seguro contra danos próprios durante o primeiro ano.


Dados mais importantes
Preços desde+/- 18 250 (Visia)
Motor
1598 cc, 16 V, 120 cv às 6000rpm, 158 Nm às 4000 rpm
Prestações
178 km/h, 11 seg. (0/100 km/h)
Consumos (médio/estrada/cidade)
6,4 / 5,3 / 8,1 litros
Emissões Poluentes (CO2)147 gr/km


Mais modelos Nissan ensaiados

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Sexta-feira, 03.09.10

Nissan Qashqai 1.5 dci Eco...

… Pure Drive

O apertar das normas ambientais impostas aos construtores automóveis, com vista à redução das emissões de gases nocivos para o ambiente, e os incentivos fiscais de que beneficiam os modelos menos poluentes, tem feito com que surjam, dentro das respectivas gamas, versões especificamente orientadas no sentido de uma dupla poupança: no consumo e no preço final a que chega ao cliente.
É o caso concreto desta versão “ecológica”, uma novidade introduzida na mais recente renovação do Nissan Qashqai. Um modelo que, apesar de ter sido lançado há 3 anos, continua a ser um verdadeiro sucesso de vendas com mais de 600 mil unidades produzidas.


Incentivo ao abate

Mas vamos a dados concretos. O que o denominado “Qashqai Pure Drive ECO” contém de diferente é um conjunto de pequenas mas significativas alterações estéticas e mecânicas, que lhe permitem um valor de emissões de CO2 de apenas 129 g/Km. Ora este número permite-lhe continuar a beneficiar do programa de incentivo ao abate de viaturas antigas, uma vez que é inferior aos 130 g/Km estabelecidos pelo governo.
Isto apesar de manter os mesmos 106 cv que as restantes versões equipadas com o motor 1.5 dCi de origem Renault. Por um valor inferior a 25 mil euros (mais as despesas habituais de preparação e legalização, na cor branca e sem extras), torna-se deste modo possível aceder a um equilibrado SUV que, face ao preço, tanto em termos de linhas, como de qualidade, conforto e economia é, efectivamente, imbatível na sua classe.

Imbatível no preço

Na mais recente revisão, o habitáculo conheceu sobretudo melhores materiais e foi disponibilizado mais equipamento. Mas o que realmente importa referir é que o Qashqai, apesar do seu exterior compacto, oferece a habitabilidade e o conforto necessário tanto para uma grande viagem, como em pequenos trajectos urbanos.
Nesta dicotomia reside, sem dúvida, uma das suas mais-valias. Em termos práticos, apenas o lugar central do banco traseiro com pouco apoio, factor agravado pela altura do conjunto e pela suspensão macia, e a bagageira, com 400 litros de capacidade, não abonam a seu favor.

Prático…

É mais do sabido que, apesar da aparência, o Qashqai não é um jipe. Encerra de facto algumas características que lhe permitem mais à-vontade em terrenos acidentados, como é o caso da altura ao solo e as protecções na carroçaria e chassis.
Contudo, mesmo as versões de quatro rodas motrizes sofrem de algumas limitações (eventualmente bastante úteis em zonas com neve e gelo), maiores ainda nesta, que dispõe apenas de tracção dianteira, sem qualquer auxílio adicional como, por exemplo, a ajuda para descida de percursos mais inclinados.
Contudo, a posição de condução mais elevada oferece um maior conforto visual, a que se ali uma excelente capacidade de manobra em qualquer situação.

… e poupado

Há ainda que contar com uma boa resposta do motor, apesar de se tratar de um bloco 1.5 e das preocupações com a poupança. Ao longo dos mais de 1000 km de ensaio, o computador de bordo assinalou uma média de 6,4 litros, num percurso misto feito sem preocupações de consumo e com a lotação completa. Em auto-estrada, cumprindo os limites legalmente estabelecidos, esse valor desceu mais de um litro por cada 100 km percorridos. Sem nunca impor demasiado ruído para o habitáculo, o motor mostrou-se igualmente económico nas diversas formas de trajecto urbano, nunca fazendo a média ir além dos 7 l.

PREÇO, desde 24830 euros MOTOR,1461 cc, 106 cv às 4000 r.p.m., common rail, turbo de geometria variável, 240 Nm às 2000 rpm CONSUMOS, 5,6/4,5/4,9 l (cidade/estrada/misto) EMISSÕES CO2, 129 g/km

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"COCKPIT automóvel" é um meio de comunicação dirigido ao grande público, que tem como actividade principal a realização de ensaios a veículos de diferentes marcas e a divulgação de notícias sobre novos modelos ou versões. Continuamente actualizado e sem rigidez periódica, aborda temática relacionada com o automóvel ou com as novas tecnologias, numa linguagem simples, informativa e incutida de espírito de rigor e isenção.
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